Logo que a Internet começou a se popularizar, todos ficaram empolgados com aquela novidade de acessar informações em qualquer lugar do mundo.
A grande coqueluche dos visionários da época era criar empresas na web para vender por valores astronômicos. Zipmail, Miner, Zaz, Bol, enfim, várias pontocom eram criadas e, qualquer relevância alcançada, eram vendidas por milhares de dólares/reais.
Neste início, os usuários se conformavam em acessar sites diversos, sem influenciar nos conteúdos. Só existia o emissor, sem qualquer interferência do receptor.
Durante essa era, considerada pré-histórica na internet, a única interação entre usuários era através de salas de bate-papo de grandes portais e mensagens de e-mail.
Todos tinham o sonho de criar uma empresa pontocom para ficar milionário de uma hora para outra, tanto que a bolsa americana criou um pregão especialmente para isso: a Nasdaq.
Quando o sonho se tornou pesadelo, com o estouro da bolha especulativa, a internet tomou novos rumos, com o receptor se tornando a nova ‘estrela’ na elaboração do conteúdo.
Lembrando que, mesmo na época da Web 1.0, já havia a participação do usuário no desenvolvimento de conteúdo web como fóruns, listas de discussão e o MIRC. Sites como Geocities, kitchnet, entre outros disponibilizavam ferramentas para que os usuários criassem suas próprias páginas, mais ou menos como precursores dos blogs.
Com a Web 2.0, os internautas começaram a vislumbrar com a possibilidade de contribuir, de alguma forma, com as informações ali contidas.
Se antes, alguns usuários passavam ‘pouco tempo’ conectados à rede, a possibilidade de produzir conteúdo fez com que, praticamente, triplicassem seu acesso à internet.
Sites como orkut, blogspot, flickr, youtube, digg, entre outros, revolucionaram a maneira de se interagir entre as pessoas, influenciando todas as outras mídias.
A web atualmente é do usuário. É ele quem dita as regras do que ver e como ver.
Blogs influenciam a opinião de outros meios. O Youtube transforma desconhecidos em celebridades instantâneas, assim como destrói algumas reputações. Flickr e Picasa mostram os bons e maus momentos das pessoas, com a possibilidade de outros usuários compartilharem desses momentos, escolhendo suas fotos preferidas e avaliando as melhores.

